Autor: António Cabral

  • Símbolos de Carnaval

    Símbolos de Carnaval

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]Toda a cultura é simbólica. O que é preciso é estar atento ao significado dos símbolos. Vejamos alguns.[/vc_column_text][vc_column_text] 1. Os carnavais da sora Professora Sobretudo nas aldeias, era interessante ver a ganapada em cortejo, a cantar e a tocar no que vinha à mão, rumando à escola onde a sora Professora (ou professor, claro) aguardava…

  • A confraria gastronómica D. Leitão

    A confraria gastronómica D. Leitão

    Como sei de uma confraria etnogastronómica (Os Pyjamantes – tema já em agenda) que assina o ponto uma vez por ano, comendo-se e bebendo-se, cantando-se, contando-se, não digo para o ano inteiro, mas quase, despertou-me a atenção um texto gaiato que acabo de ler numa fresca revistinha de Pampilhosa do Botão. A dos caminhos de…

  • Podando

    Podando

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7708″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Janeiro. Croceiros. O vento que passa. Que passa na vinha, na alma. Trespassa. Janeiro. Croceiros. O vento que gela. Que gela palavras e passos. Regela. Janeiro. Croceiros – três homens podando. Podando videiras e ideias. Podando… [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Um cálice de Porto

    Um cálice de Porto

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6668″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text css=”.vc_custom_1568818421003{margin-bottom: 50px !important;}”]É esta a pipa e prefiro que sejas tu a encher os cálices. Assim. O vinho sobe na fina mangueira sorvido pela tua boca: o horror ao vácuo. Lei da física, a lei do amor. Pouca, a luz da loja começa a juntar-se à dócil turbulência e leva…

  • O vinho

    O vinho

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”12499″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]UM HOMEM EMBRIAGA-SE quando tem muito que dizer e pouco ou nada que fazer. Pelo menos nesta aldeia é assim. Entra ele em casa, olé, rosas por todo o corpo, aproxima duas cadeiras e diz à mulher: estou bêbedo. Ela obedeceu. E uma osga, toda olhos, suspendeu a travessia da cal.…

  • Corrida de almudes

    Corrida de almudes

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6661″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Ainda me lembro de um rapaz e de uma rapariga que, na minha aldeia, corriam ao desafio, cada qual com o seu caneco de almude cheio de vinho mosto à cabeça. Toda a vinificação se fazia praticamente na aldeia e, como nem todos os lavradores tinham lagares, junto das suas pipas,…

  • Alguns utensílios agrícolas

    A António Manuel Pires Cabral Podoa Corta em asa, intensa e oblíqua, onde a mão humana. Não tem ideias, porém a mão a torna calculada. Então a vida sobre o instantâneo suporte abre caminho. A vida contra a vida re- partida à espera de re-ser. E também simbólica, frontal a turvas ideias. Enxada Olhos em…

  • A pequena exploração agrícola

    A pequena exploração agrícola

    O Douro não é só vinhedos espraiados nas ladeiras voltadas ao rio e nas zonas mais altas, frescas e menos acidentadas: é também a quintarola ou granja de pequenas dimensões, o quintal à beira da casa de habitação ou dela afastado – o praediolum dos romanos.

  • Ao correr da pele

    Ao correr da pele

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]A IDADE, o que tem de poço, intimida, quando nos sentimos envelhecer, quando os números são infinitamente povoados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Pós 25 de Abril

    Pós 25 de Abril

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]O 25 de Abril foi caindo aos poucos das páginas da memória como candeeiros de rua. Os que o não viram mal se apercebem e entre os outros há quem ache natural, tanto mais se alguém o recorda com um cravo ao peito. De Sagres aos Cornos das Alturas, passando por S. Salvador do Mundo,…