Etiqueta: Georges Dussaud

  • O jogo autárquico

    O jogo autárquico

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]Certos órgãos do poder, não só em Portugal, cultivam a superficialidade porque ela, sendo o espaço imediato, se converte facilmente num meio de promoção. O que lhes importa é a acção vistosa e concordante com as tendências do gosto dos espectadores, o qual é na generalidade o gosto para esquecer o quotidiano, o gosto-passatempo. Os…

  • Pinhão, 8,20

    Pinhão, 8,20

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7712″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Em Junho, a fruta começa a apetecer. Um homem passeia no cais e debulha uma nêspera com ar de quem faz horas. 8,20 – diz o relógio. Espera-se. O comboio, um monstro de cem bocas, pardo e caduco, fumega lentamente como um charuto abandonado. Manhã de vidro. Vê-se a montanha, tem…

  • Foi de facto numa roga

    Foi de facto numa roga

    De seu nome Francisco Alexandre Lobo, o caseiro viera para a quinta numa roga de montanheiros dos lados de Jales. Na sua terra, a Cerdeira, tinha assistido à debandada dos rapazes da sua idade, desejosos de vida mais limpa, a governarem agora a vida na França e outros países onde o dia, dizem eles, só…

  • Douro, meu belo país

    Douro, meu belo país

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7700″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Douro, meu belo país do vinho e do suor, bárbaro canto arrancado à penedia por um destino que nos faz andar da alma para os olhos, dos olhos para alma! Douro, eh lá, uma nova era se anuncia e traz aos nossos ouvidos uma promessa de rosas. Ouço já o crepitar…

  • Aos pequenos viticultores durienses

    Aos pequenos viticultores durienses

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7701″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]A VINHA, coisa breve. Fica num altinho. E o ti Quim vê ao longe o Marão onde se afundam muitas estrelas brilhantes e é por isso que aí nascem os ventos. Se tossir, levanta-se uma revoada de estorninhos. Estorninhos, ou melhor, um cacho de tinta roriz que solta os reflexos impacientes.…

  • Na terra, camponês

    Na terra, camponês

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7815″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Na terra, camponês, vejo-te derreado ao peso de tanto azul, como o chasco que não se deixasse nomear e andasse de ramo em ramo dentro do carrasco, sem descobrir uma saída. Morreremos ambos ao som da mesma flauta, pois ambos temos de cultivar uma vinha em declive. Escrever é também uma…

  • Versos que parecem uma brincadeira mas não são

    Versos que parecem uma brincadeira mas não são

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7698″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]I O Douro gera vinho e pedra; vida – – pedra é o que gera: pedra nua bem os- suda, bem os- suda, bem des nuda.   II O Douro gera vinho e pedra – disse al- guém que Deus lá tem, disse al- guém que quis di- zer: venham ver…

  • Corrida de cestos vindimos

    Corrida de cestos vindimos

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7711″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]As vindimas são a maior festa natural do Douro. Trabalha-se e brinca-se, ao mesmo tempo. Um cacho de uvas na mão ou a caminho do lagar é uma promessa. Canta-se à vinda do trabalho; dança-se, à noite, num terreiro, onde se puder dançar; e os próprios instrumentos de trabalho dão origem…