Categoria: Tradições Populares
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Compasso
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”74031″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Manuel Vieira Dinis escreveu um livro carinhoso sobre as tradições de Paços de Ferreira. [1. Manuel Vieira Dinis. Etnografia de Paços de Ferreira. Porto: AJHLP, Câmara Municipal de Paços de Ferreira, 1984] No capítulo dedicado às tradições pascais começa assim: “A quadra da Páscoa, com o seu domingo iluminado é, para…
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Teatro popular tradicional
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Jogo fisionómico, jogo de luzes, jogo de sombras, jogo cénico… No palco, o teatro é jogo. Mais do que na expressão literária. O autor literário quando escreve joga na mensagem e na sua forma, fazendo ainda jogar entre si os agentes da acção e os ingredientes técnicos. O código ludencial aplica-se a toda a linguagem…
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Festa das fogaceiras
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”72645″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Em 1749 e 1753 não se cumpriu a promessa dos feirenses ao Mártir S. Sebastião. Tanto bastou, reza a tradição, para que a peste voltasse a terras de Santa Maria da Feira. O carácter lúdico da festa e procissão das Fogaceiras, em honra de S. Sebastião, prende-se à evocação mítica em…
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O jogo autárquico
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Certos órgãos do poder, não só em Portugal, cultivam a superficialidade porque ela, sendo o espaço imediato, se converte facilmente num meio de promoção. O que lhes importa é a acção vistosa e concordante com as tendências do gosto dos espectadores, o qual é na generalidade o gosto para esquecer o quotidiano, o gosto-passatempo. Os…
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Baile de caretos
[vc_row][vc_column][vc_column_text]A Cristina teve de optar entre dois pretendentes e optou. O Zeca não tinha nada com isso, pois não, mas jurou vingar-se, escolhendo um momento azado do Entrudo, o baile de caretos que o Vespertílio organizava anualmente no salão de festas. O baile começava à meia noite e prolongava-se até às tantas da matina, sendo…
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Maio-Moço
[vc_row][vc_column][vc_column_text]O meu Maio-Moço ele lá vem vestido de verde que parece bem. O meu Maio-Moço chama-se João; faz-me guarda à casa como um capitão. Refrão Ele lá vem pelas hortas abaixo. Ele lá vem. pelas vinhas acima. Viva, viva lá! Que passe muito bem. É esta uma cantiga algarvia que alude ao costume de um…
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Algumas tradições do Carnaval (em Trás-os-Montes e Alto Douro)
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em Paradinha Nova fazem bonecos de palha, no dia de Carnaval, e distribuem-nos pelos bairros da aldeia. À noite, embarram-nos em árvores e destroem-nos à pancada, com paus. Em Pinela e Babe, os vizinhos entram em casa no dia de Carnaval e trocam a panela do butelo por outra onde há apenas cebola. Em Babe…
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Provérbios da vinha e do vinho
O uso corrente da língua torna o provérbio como sinónimo de ditado popular, adágio, anexim e rifão. Alguns linguistas têm feito a distinção dos termos, valendo a pena observar que o anexim apresenta geralmente forma rimada e carácter moralizante (ex.: quem o alheio veste/ na praça o despe) e o adágio, voltado também para a…
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A caqueirada
No Carnaval até os cacos entram no banzé: cacos de louça partida e cacos de louça a partir. Como se fosse o tempo de atribuir uma função útil a sarandalhas e escassilhos que já deram o que tinham a dar. Como se o atirá-los para dentro de uma casa fosse um aviso; como se provocá-los…
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A missa do galo
A Missa do Galo começa à meia noite, mas o Catrino chega uns minutos depois e encosta-se à pia de água benta no fundo da igreja. Calado como um rato, não reza nem canta, vendo-se-lhe somente bulir os olhos, como se fossem as luzinhas dum gravador. Ou pontos de interrogação.