Categoria: Poesia

  • Sábado em Setembro

    Sábado em Setembro

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6966″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text] Pedras Salgadas   Que seria da luz se não houvesse tantos silêncios incontidos? Contornamos a povoação de mãos dadas com um voo inclinado de estorninhos. A tarde perto do fim. E chegamos finalmente ao parque das Pedras Salgadas. Setembro até à cintura. Quase ninguém. E um resto de água estagnada…

  • A Senhora dos Remédios

    A Senhora dos Remédios

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”3640″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Em Setembro é a Senhora dos Remédios. Mãe, deixe-me ir à Senhora dos Remédios. Já tenho dezassete anos, já não uso tranças e sei-me portar como uma senhora: já posso ir à Senhora dos Remédios. Aquilo é que é uma festa, mãe. Disse o João que nem o Viso nem o…

  • Douro, meu belo país

    Douro, meu belo país

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7700″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Douro, meu belo país do vinho e do suor, bárbaro canto arrancado à penedia por um destino que nos faz andar da alma para os olhos, dos olhos para alma! Douro, eh lá, uma nova era se anuncia e traz aos nossos ouvidos uma promessa de rosas. Ouço já o crepitar…

  • 25 de Abril

    25 de Abril

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”79473″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]I Dizer-te amor que a amendoeira do cômoro floriu de novo e os belos cravos da nossa janela se debruçam agora das palavras eis uma verdade que tu compreendes melhor do que ninguém tu que me ajudaste a levantar um pouco da noite para pétala a pétala construirmos o tempo a…

  • Aqui, Douro

    Aqui, Douro

    [vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_single_image image=”3949″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Aqui Douro. O Paraíso do vinho e do suor. Dum rio no Verão ossudo e magro como as pessoas, quando a alma se escoa pelos poros; rio também barrento, a cor da terra, para que a alma seja inteira; rio das grandes cheias, do abraço final de troncos de homens,…

  • Meu pai, um como tantos

    Meu pai, um como tantos

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]Hoje, o meu pai trazia do campo grinaldas de espinhos. O suor escorrendo pela barba crescida. E botas e calças empoeiradas. Como chuva de fogo desabava, enorme, o sol. Outros homens passavam silenciosos. Meu pai desceu dos ombros o atomizador donde um pingo azul de sulfato caía. E, ali mesmo, amaldiçoou a terra, ele que…

  • Podando

    Podando

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7708″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Janeiro. Croceiros. O vento que passa. Que passa na vinha, na alma. Trespassa. Janeiro. Croceiros. O vento que gela. Que gela palavras e passos. Regela. Janeiro. Croceiros – três homens podando. Podando videiras e ideias. Podando… [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Alguns utensílios agrícolas

    A António Manuel Pires Cabral Podoa Corta em asa, intensa e oblíqua, onde a mão humana. Não tem ideias, porém a mão a torna calculada. Então a vida sobre o instantâneo suporte abre caminho. A vida contra a vida re- partida à espera de re-ser. E também simbólica, frontal a turvas ideias. Enxada Olhos em…

  • Ao correr da pele

    Ao correr da pele

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]A IDADE, o que tem de poço, intimida, quando nos sentimos envelhecer, quando os números são infinitamente povoados.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Pós 25 de Abril

    Pós 25 de Abril

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]O 25 de Abril foi caindo aos poucos das páginas da memória como candeeiros de rua. Os que o não viram mal se apercebem e entre os outros há quem ache natural, tanto mais se alguém o recorda com um cravo ao peito. De Sagres aos Cornos das Alturas, passando por S. Salvador do Mundo,…