Categoria: Douro
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O homem que fugiu com o rio às costas
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Nesta aldeia ainda vivem algumas pessoas que ao olharem para trás se codificam nas crenças insolúveis como areias que umas sob as outras ficam. Feiticeiras continuam a dançar na encruzilhada, algumas com dentes sãos pilhados a moribundos. Aqui havia um moinho, ali um lagar de xisto, naquele ramo de freixo um pescador se enforcara. Sexta-feira,…
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Um passeio no Rio Douro
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Terminou o nosso passeio. Douro arriba, quando o autocarro passou a cavaleiro de Mazouco. De Barca de Alva até ali, com tantas curvas entre vinhas, olivais e manchas de um verde esmaecido de amendoeiras, alguns laranjais também, estes de cor mais pimpona, ao aconchego do regadio, impressionou-me o Penedo Durão com seu arreganho para terras…
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Flores para o Zé da Naia
Entra. Vivo nesta casa, a minha tebaida. A bem dizer, mais no prédio que na casa. E agora vais beber um copito do meu tintol, isso é que vais. Vais tu e vou eu. Por estes pucarinhos de barro que são ainda do tempo da Maria Cachucha. Que sim? Ora, à saúde dos velhos tempos.…
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Versos que parecem uma brincadeira mas não são
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7698″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]I O Douro gera vinho e pedra; vida – – pedra é o que gera: pedra nua bem os- suda, bem os- suda, bem des nuda. II O Douro gera vinho e pedra – disse al- guém que Deus lá tem, disse al- guém que quis di- zer: venham ver…
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Paisagem cultural duriense
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Estou há meia hora debaixo da ramada, a quarenta e cinco passos do portão, atento ao que vai na rua. Ainda não vi um homem a cavalo: vê-se cada vez menos. Pouca gente e alguns carros — sinal de quê? Um rapaz de pólo sanguíneo atrai-me a atenção: atira com uma bola ao ar, não…
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Corrida de cestos vindimos
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7711″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]As vindimas são a maior festa natural do Douro. Trabalha-se e brinca-se, ao mesmo tempo. Um cacho de uvas na mão ou a caminho do lagar é uma promessa. Canta-se à vinda do trabalho; dança-se, à noite, num terreiro, onde se puder dançar; e os próprios instrumentos de trabalho dão origem…
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A vinha e o vinho
Ó lavradores do Douro já não comeides vitela. Deu a doença nas vinhas chamada filoxera.
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Sol crescente
Neste Julho de sol crescente em que até as pedras se convertem em frigideiras gosto de ir até ao quintal e sentar-me à entrada do alpendre, sob a ramada. – Olhe que as plantas, desde uma ervinha a uma videira, têm a sua parte d’alma; ora veja se consegue notar; às vezes, só de estarmos…