Categoria: Douro

  • À sombra das amendoeiras em flor

    À sombra das amendoeiras em flor

    [vc_row][vc_column][vc_column_text]Almendra, nome de amêndoa, perfume de amendoeira. Se não voltasse a Almendra, suspirava a vida inteira. É assim. Quem anda longe da sua terra não sossega enquanto não regressar, mesmo numas curtas férias. Como um “brasileiro” que eu conheci na minha aldeia: “Aqui sinto-me no Reino da Glória”. Ou Guerra Junqueiro: “ai há quantos anos…”…

  • Oito dias de nevoeiro

    Oito dias de nevoeiro

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6982″ img_size=”full” alignment=”center”][vc_column_text]Continuamos sob o nevoeiro mas sabemos que o sol anda na serra e encosta a face morna à virgindade das coisas, tocando-a com um hálito muito doce. Aqui estamos sob um tecto mole, chumbo respirado ou a carne dum monstro espacial. Os lavradores assobiam para dentro e os mais necessitados engolem os…

  • Douro, meu belo país

    Douro, meu belo país

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7700″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Douro, meu belo país do vinho e do suor, bárbaro canto arrancado à penedia por um destino que nos faz andar da alma para os olhos, dos olhos para alma! Douro, eh lá, uma nova era se anuncia e traz aos nossos ouvidos uma promessa de rosas. Ouço já o crepitar…

  • Aqui, Douro

    Aqui, Douro

    [vc_row][vc_column width=”2/3″][vc_single_image image=”3949″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Aqui Douro. O Paraíso do vinho e do suor. Dum rio no Verão ossudo e magro como as pessoas, quando a alma se escoa pelos poros; rio também barrento, a cor da terra, para que a alma seja inteira; rio das grandes cheias, do abraço final de troncos de homens,…

  • Podando

    Podando

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7708″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Janeiro. Croceiros. O vento que passa. Que passa na vinha, na alma. Trespassa. Janeiro. Croceiros. O vento que gela. Que gela palavras e passos. Regela. Janeiro. Croceiros – três homens podando. Podando videiras e ideias. Podando… [/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

  • Um cálice de Porto

    Um cálice de Porto

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”6668″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text css=”.vc_custom_1568818421003{margin-bottom: 50px !important;}”]É esta a pipa e prefiro que sejas tu a encher os cálices. Assim. O vinho sobe na fina mangueira sorvido pela tua boca: o horror ao vácuo. Lei da física, a lei do amor. Pouca, a luz da loja começa a juntar-se à dócil turbulência e leva…

  • A pequena exploração agrícola

    A pequena exploração agrícola

    O Douro não é só vinhedos espraiados nas ladeiras voltadas ao rio e nas zonas mais altas, frescas e menos acidentadas: é também a quintarola ou granja de pequenas dimensões, o quintal à beira da casa de habitação ou dela afastado – o praediolum dos romanos.

  • Carta para um amigo da cidade

    A vida aqui decorre normalmente.Nada de novo ou pouco.O tempo anda na montanha,circula como um bicho em fruto oco. Que hei-de eu dizer? Que faltambraços de homem para o campoe há quem se ponha a entristecercom sua inútil razão? Não sei se entendes. Estamos em Dezembroe por aqui apanha-se a azeitona.Como os braços não chegam,formam-se…

  • E o rio

    E o rio

    E O RIO quem o vê erguer-se do leito e pousar as formosas vogais, de vinha em vinha? O rio tem a forma dum sexo em pleno voo.

  • Aos pequenos viticultores durienses

    Aos pequenos viticultores durienses

    [vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7701″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]A VINHA, coisa breve. Fica num altinho. E o ti Quim vê ao longe o Marão onde se afundam muitas estrelas brilhantes e é por isso que aí nascem os ventos. Se tossir, levanta-se uma revoada de estorninhos. Estorninhos, ou melhor, um cacho de tinta roriz que solta os reflexos impacientes.…