Categoria: Douro
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Historinhas de Galegos no Douro – parte 1/3
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Nestas historinhas de galegos a quem o Douro muito deve mantenho, quanto à estrutura diegética, o que me foi contado sobretudo pelos meus pais, quando eu era ainda criança, e que numas curtas férias de Entrudo, passadas com a minha mulher em Castedo do Douro (8-13, Fevereiro, 2002), relembro com a minha irmã que me…
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Lendas mouras do monte de S. Leonardo
[vc_row][vc_column][vc_column_text]A ponta de rochedos que é o morro de S. Leonardo, em Galafura, debruçado sobre o grande vale duriense, presta-se a que ali florissem lendas de mouras encantadas, cerzidas umas nas outras e afins das que pululam por toda a região. O que as distingue é constituírem um conjunto harmonioso e pitoresco, ligado ao efeito…
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Cruzeiro no Douro
[vc_row][vc_column][vc_column_text]O que mais perplexo me deixou numa viagem rio acima foi este velho e célebre pensamento: o caminho que sobe e o caminho que desce são um e o mesmo. Olhei em várias direcções e acabei por revelar a minha perplexidade a um companheiro de ocasião que como eu estava junto da amurada. Para mim…
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Pinhão, 8,20
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7712″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Em Junho, a fruta começa a apetecer. Um homem passeia no cais e debulha uma nêspera com ar de quem faz horas. 8,20 – diz o relógio. Espera-se. O comboio, um monstro de cem bocas, pardo e caduco, fumega lentamente como um charuto abandonado. Manhã de vidro. Vê-se a montanha, tem…
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A Casa do Douro
Empregados, vitrais, papéis, protestos, ralhos, tonéis e, lá do alto, um presidente. Um tronco para longas ramagens que se estendem, opulentas ou não, sobre o rio. Um tronco carcomido por velhos quindins, Em todo o caso, um tronco. Tirai a conclusão – diria Brecht. A conclusão, às vezes, é um queijo sem faca – penso…
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Foi de facto numa roga
De seu nome Francisco Alexandre Lobo, o caseiro viera para a quinta numa roga de montanheiros dos lados de Jales. Na sua terra, a Cerdeira, tinha assistido à debandada dos rapazes da sua idade, desejosos de vida mais limpa, a governarem agora a vida na França e outros países onde o dia, dizem eles, só…
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O comboio do Douro
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”7895″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Do comboio a paisagem oposta vê-se mais e levanta problemas, por isso é bom que no túnel da Valeira os olhos fechem para contas. Tão loquaz seria o alcantil a falar de naufrágios e gente na miséria, peixes que vêm à tona por dá-cá-aquela-palha! Lucidamente in- conveniente, senhor próximo ex-Primeiro Ministro.…
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A vindima
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Na última vindima, ao cortar as uvas que deitava nos baldes, a gente falava alto e dizia graçolas como nos anos anteriores. Isso era o que se via. Mas de facto a gente cortava bocadinhos de si própria e deitava logo punhados de terra no vinho que acabava de descer à cova. Assusta ouvir o…
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Douro novo
À memória de António Cabral, grande poeta duriense I A luz doutras miragens acorda em teus espelhos translúcidas memórias, nostálgicas vertigens, paisagens escondidas em mágicas cortinas, colinas que deslizam em escadas líquidas, magia desdobrada, a descoberta que, a par de um Douro-terra, navega um douro-prata! II Magia tão secreta onde há perdidos sonhos, naufrágios, cachoeiras,…
