Autor: António Cabral
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Sobre o Douro na manhã verde
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”74331″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]A paisagem dilatava-se para as bandas de Cinfães, com uma revoada de casas a pousar entre o arvoredo, abrigando-se das asperezas da serra de Montemuro. Uma ponte branca sobre o Douro punha na manhã verde uma palavra quente, aberta ao Sol que estava já mais próximo de tudo e ia entrando…
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Momento
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”73893″ img_size=”large” alignment=”center”][vc_column_text]Nesta manhã de Abril a terra fala e cada coisa diz uma palavra: o sol, as árvores e aquele melro, carvão aceso numa urze em flor. Trazemos os pés húmidos da relva, mas, sob o pólen fulvo dos pinheiros, que a aragem leva, uma forte volúpia nos dilata as narinas e transborda…
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Compasso
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”74031″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Manuel Vieira Dinis escreveu um livro carinhoso sobre as tradições de Paços de Ferreira. [1. Manuel Vieira Dinis. Etnografia de Paços de Ferreira. Porto: AJHLP, Câmara Municipal de Paços de Ferreira, 1984] No capítulo dedicado às tradições pascais começa assim: “A quadra da Páscoa, com o seu domingo iluminado é, para…
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Teatro popular tradicional
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Jogo fisionómico, jogo de luzes, jogo de sombras, jogo cénico… No palco, o teatro é jogo. Mais do que na expressão literária. O autor literário quando escreve joga na mensagem e na sua forma, fazendo ainda jogar entre si os agentes da acção e os ingredientes técnicos. O código ludencial aplica-se a toda a linguagem…
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Festa das fogaceiras
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”72645″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Em 1749 e 1753 não se cumpriu a promessa dos feirenses ao Mártir S. Sebastião. Tanto bastou, reza a tradição, para que a peste voltasse a terras de Santa Maria da Feira. O carácter lúdico da festa e procissão das Fogaceiras, em honra de S. Sebastião, prende-se à evocação mítica em…
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Xácara
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”19518″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row full_width=”stretch_row” disable_element=”yes” css=”.vc_custom_1708693844209{background-color: #f9f9f9 !important;}”][vc_column][vc_column_text]Velhas crenças, guitarra do silêncio acordando no fundo da memória, entre lumes e brumas, todo o intenso perfume duma triste linda história. Gruta ou palácio, aí se desencanta bulir de sombras, retinir de gládios. Sempre a mão do destino se levanta; há sempre a rosa fúlgida…
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Camilo e o livro de S. Cipriano
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Em Vinte horas de liteira diz-nos Camilo que perguntou a um seu companheiro de viagem, António Joaquim, se não tinha uma história de feitiços para lhe contar, enquanto a liteira ia de longada desde Ovelhinha (Marão) até ao Porto. E o interpelado respondeu-lhe que no género mágico sabia uma ocorrida com o seu tio João…
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Cabral de Rui Spranger
[vc_row][vc_column][vc_column_text][/vc_column_text][vc_message message_box_style=”outline” message_box_color=”grey”]No âmbito do projecto de programação Palavras Cruzadas, a Apuro – Associação Cultural e Filantrópica, sob direcção de Rui Spranger, criou uma dramaturgia cénica que atravessa a vida e a obra de três autores transmontanos de apelido ‘Cabral’: António Cabral, A. M. Pires Cabral e Rui Cabral. – Direcção artística e interpretação Rui…
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O jogo autárquico
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Certos órgãos do poder, não só em Portugal, cultivam a superficialidade porque ela, sendo o espaço imediato, se converte facilmente num meio de promoção. O que lhes importa é a acção vistosa e concordante com as tendências do gosto dos espectadores, o qual é na generalidade o gosto para esquecer o quotidiano, o gosto-passatempo. Os…
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Ainda o caminho de Santiago
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Pelo que disse no número anterior, parece justificar-se a existência de placas nalgumas estradas portuguesas a atestarem que por ali passaram peregrinos rumo a Compostela. Mas atenção, leitores, isto de alcançar o título oficial de peregrino não é pêra doce. É preciso jornadear pelo menos cem quilómetros a pé ou duzentos de bicicleta. Coisa que…