Autor: António Cabral
-

As quatro estações
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Primavera — O teu corpo quando vens ter comigo Verão — A tarde escorrendo nos teus ombros Outono — O vento desfolhando o teu cabelo Inverno — A porta por onde entravas [/vc_column_text][vc_empty_space height=”64px”][/vc_column][/vc_row]
-

O professor como instrutor, educador e animador
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Instruir (lat. instruere — ins-truere — construir dentro) é a função do professor, mas essa função, quer como processo do ensino-aprendizagem, quer como seu resultado, excede os limites da transmissão e da aquisição de conhecimentos. “Construir dentro” é organizar, estruturar: integrar os conhecimentos na pessoa do aluno. E porque assim é, tem-se preferido falar de…
-

Perfil: António Cabral
[vc_row full_width=”stretch_row” css=”.vc_custom_1690805231441{background-color: #f9f9f9 !important;}”][vc_column][vc_single_image image=”76939″ img_size=”full” alignment=”center” onclick=”custom_link” img_link_target=”_blank” link=”https://arquivos.rtp.pt/conteudos/perfil-antonio-cabral/”][vc_column_text]A 19-10-1978 a RTP (Rádio Televisão Portuguesa) dedicou o programa Perfil (da autoria de Alexandre O’Neill e Rui de Brito) ao poeta António Cabral. Este programa encontra-se protegido por direitos de propriedade industrial e direitos de autor, podendo ser visualizado nos Arquivos RTP. Poemas declamados:…
-

Habituei-me à ironia
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”76401″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]A Carlos Loures Habituei-me à ironia naqueles anos limosos que precederam o 25 de Abril e, não sei se por hábito, se por que é, dou comigo a escrever umas coisas desagradáveis. O hábito é uma segunda natureza — afiançam velhos moralistas. Viver numa pequena cidade não era então nada fácil.…
-

Serração da velha
[vc_row full_width=”stretch_row_content” full_height=”yes” disable_element=”yes”][vc_column][vc_single_image image=”75913″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][/vc_column][/vc_row][vc_row css=”.vc_custom_1678473273168{background-position: center !important;background-repeat: no-repeat !important;background-size: cover !important;}”][vc_column][vc_single_image image=”75913″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]É um costume já muito antigo de apupo às mulheres idosas, próprio de quarta-feira da terceira semana da Quaresma. Em Horta de literatura de cordel [1. Assírio e Alvim, Lisboa, 1983], Mário Cesariny recolhe três interessantes textos…
-

Canção de embalar
[vc_row][vc_column][vc_column_text]O gato do vento mia nas frinchas da janela. “Dorme, menino, dorme.” Teu pai anda triste como as sombras do fundo da cozinha pois, há dois dias, o vento destroça as inocentes videiras sem defesa. Vê-se da janela o bailado infernal: parecem virgens malucas ou esqueletos a que roubassem a carne e a alegria. Mas…
-

Desgarrada
[vc_row][vc_column][vc_column_text]É bonito este nome: desgarrada. Na desgarrada canta-se ao desafio. É um despique entre duas pessoas, pelo menos, sem distinção de sexo, embora os homens sejam mais atraídos, sobretudo depois de um copito. Na desgarrada, o cantador desgarra-se, solta-se das garras da compostura diária e ei-lo por aí fora, até às nuvens. – Ouça lá,…
-

Numa praia do sul
[vc_row][vc_column][vc_column_text]A Afonso Cautela Aqui numa praia do sul o vento é morno e os dias são de cera. Retiro as escamas do quotidiano pensar. Ácidas, salitrosas. E assim mergulho numa lentidão de algas e sal. Assim te imagino, aldeia longínqua, cada vez mais sepultada entre vinhedos. Algures no norte. Semeada no sol. O meu tronco…
-

A romaria da Senhora da Saúde
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”74755″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Tarde de Agosto de 1979. Como no dia seguinte toda a gente se deslocava para a romaria da Senhora da Saúde, Ricardo, que sentiu vontade de ir para o rio, perguntou a Miguel se tinha alguma coisa a fazer, caso contrário dava-lhe jeito se o acompanhasse. Vamos hoje e vamos amanhã,…
-

Alguns jogos da malha
[vc_row][vc_column][vc_column_text]São muitas, de Norte a Sul de Portugal, as variantes deste jogo, o que lhe dá uma grande riqueza cultural, mas dificulta os torneios entre equipas de várias zonas, inclusivamente dentro da mesma região. Num torneio organizado pela ex-Junta Central das Casas do Povo de Braga foi um bico-de-obra acertar as regras entre os representantes…