Autor: António Cabral
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O Orfeu rebelde
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”4743″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text]Quando em 1962 escrevi sobre ele um texto que posteriormente vim a publicar, não descansei enquanto não lho mostrei na sua casa de S. Martinho de Anta. Estava acompanhado da esposa e eu lia, prescrutando-lhe os gestos, que sempre lhe rebentavam de dentro, como renovo de mato bravio. Sabia já que…
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A Festa dos Rapazes
O Padre Belarmino Afonso conta que, num dia 26 de Dezembro, chegou a Deilão (concelho de Bragança) para celebrar missa, ficando intrigado com os choros e grande barulheira que ouvia na rua. Suspeitando que se tratava de brincadeira dos rapazes da aldeia, acercou-se do local donde vinha a algazarra e pôde apreciar um simulacro lúdico…
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O Diabo
No Auto de Natal o actor que fazia de Diabo levou tão a sério o seu papel que, após divertir a assistência, desprendeu um cordeirinho do Presépio e fugiu com ele. Ainda houve quem o perseguisse, mas o marau, enfarruscado, cornos e rabigo, arreganhava a dentuça que cuspia lume. Porra, deixá-lo ir.
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Os formigos
O automóvel chega às Taipas, desliza por uma rua prolongada entre muretes e coisas verdes e pára, segundo o combinado, junto do tal limoeiro. Uma pena que aquele pinheiro manso, farfalhudo como um discurso, não estivesse também ao alcance da mão.
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S. Nicolau e o Pai Natal
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Que o culto de S. Nicolau acabasse por dar origem ao Pai Natal tem a sua razão de ser: a tradição imaginou-o e iconografou-o como amigo das crianças, como se pode ver na catedral do Funchal em que é representado com mitra e báculo (bispo que era) e com três meninos ressuscitados numa tina (obra…
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Lengalengas várias
[vc_row full_width=”stretch_row_content”][vc_column width=”1/6″][/vc_column][vc_column width=”2/3″][vc_single_image image=”4428″ img_size=”large” add_caption=”yes” alignment=”center”][vc_column_text] “O que percorre esses textos, breves, rimados, e sobretudo sonoros e ritmados, é a euforia da linguagem, mais até do que a da língua; é o prazer da palavra, que se compõe ou decompõe, que se opõe ou se associa, que imita ou obstrui, que se encadeia,…
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Os Pyjamantes
[vc_row][vc_column][vc_column_text]Existe em Vila Real, desde 1956, uma confraria que não tem outra finalidade do que comer bem, beber melhor e encarar a vida com um sorriso permanente, pelo que os pyjamantes se reúnem uma vez por ano, convencidos de que os anos são sempre muitos no calendário da fraternidade em festa. O sábado que precede…
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Leonor
[vc_row css=”.vc_custom_1645536714909{margin-bottom: 50px !important;}”][vc_column][vc_column_text]A Leonor continua descalça, o que sempre lhe deu certa graça. Pelo menos não cheira a chulé e tem nuvem de pó sobre o pé. Digam lá se as madames do Alvor são tão lindas como esta Leonor. Um filhito ranhoso na mão, uma ideia já podre no pão. Meia dúzia de…
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Dia de S. Martinho
[vc_row][vc_column][vc_single_image image=”4372″ img_size=”full” add_caption=”yes” alignment=”center” css=””][vc_column_text]I S. Martinho, S. Martinho, S. Martinho milagreiro, Dá-me um saco de castanhas, Pois tu és um castanheiro. Se não fazes um milagre, Terás de vender a capa, Porque lá diz o ditado: Quem tem capa sempre escapa. REFRÃO Dá-me castanhas bem assadinhas e, a acompanhar, duas sardinhas. Quentes e…